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Maratona do JRS reúne CVG-SP e outras entidades para analisar tendências em benefícios

29/08/2021

No dia 27 de agosto, quinto e último dia da Maratona da Inovação em Seguros, promovida pelo JRS, o tema “Tendências em Benefícios no Brasil” reuniu os representantes de cinco entidades estaduais da área de seguro de pessoas, incluindo o CVG-SP. Transmitida ao vivo pela internet, a live expôs aos cerca de 500 expectadores as análises de especialistas sobre as oportunidades do seguro de vida no pós-pandemia e a crescente valorização dos benefícios agregados ao seguro.

Além do presidente do CVG-SP, Marcos Kobayashi, também participaram do encontro Clodomiro Dorneles, vice-presidente do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG-RS), Octávio Perissé, presidente do Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), Joceli Pereira, presidente do ISB Brasil (PR) e João Paulo Moreira de Mello, presidente do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG). O evento foi conduzido pelos jornalistas do JRS, William Antony e Júlia Senna.

Oportunidades - Para Clodomiro Dorneles, a pandemia potencializou as oportunidades para o seguro de vida e a previdência privada. “As pessoas passaram a ter medo de deixarem suas famílias desamparadas”, disse o vice-presidente do CVG-RS. Segundo ele, basta observar os resultados do ramo para constatar o futuro promissor. No primeiro semestre, de acordo com a FenaPrevi, os prêmios do seguro de pessoas aumentaram 16,3% em relação ao mesmo período de 2020. As indenizações também foram 77,1% maiores que ano passado.

O crescimento dos seguros pessoais ao longo dos últimos anos é para Marcos Kobayashi uma prova de que a preocupação com a vida e saúde está aumentando. Para ele, essa reflexão se acentuou durante a pandemia. Mas, mesmo diante do crescimento, o seguro de vida protege apenas 20% dos brasileiros, o que significa, para o presidente do CVG-SP, uma oportunidade do tamanho de 80% da população. “Inclusive, as pessoas já assistidas pelo seguro precisam de complementação, porque os produtos se modernizaram”, disse.

Octavio Perissé concorda que a pandemia fez “a ficha cair” para quem não compreendia a importância do seguro e que essa conscientização definirá o crescimento do ramo no futuro. “Vejo grandes oportunidades”, disse. Mas, João Paulo Moreira de Mello alertou que dada a dimensão e diversidade do país é preciso “começar pelo básico”. Isso significa, segundo ele, facilitar o acesso de quem não tem seguro, massificando a oferta. “Temos de dar pequenos passos para em cinco ou dez anos falarmos em coberturas complexas”, disse o presidente do CSP-MG.

Benefícios atraentes - Perissé considera que o mercado soube assimilar rapidamente as necessidades do consumidor ao agregar cada vez mais benefícios ao seguro, como telemedicina, assistência pet, coach e outros. “Com benefícios que podem ser usufruídos em vida, o seguro de vida se tornou atraente”, disse. Para João Paulo Moreira, isso ajuda as pessoas a entenderem a importância do seguro. “É como uma degustação”, disse.

Kobayashi avalia que os benefícios ajudam o consumidor a tangibilizar a importância da proteção do seguro e reconhecer o seu custo-benefício. Este é o caso, por exemplo, das altas despesas de longas internações hospitalares durante a pandemia. Para o vice-presidente do CVG-RS, os benefícios mostram que o seguro de vida não cobre apenas morte. “Isso traz um apelo grande”, afirmou Dorneles.

No entanto, Joceli Pereira observa que por falta de conhecimento e orientação, muitos segurados deixam de usufruir dos benefícios. “Quem elabora os produtos deve ter essa percepção para que as pessoas continuem usando e gostando”, disse. A presidente da entidade paranaense fez questão de registrar que as seguradoras estão sensíveis ao momento atual. “Vejo nas regulações de sinistros que estão praticando o atendimento humanizado”.

Objetivos em comum - No final da live, os jornalistas William e Júlia abriram a oportunidades para as entidades apresentarem suas ações. Joceli contou que uma das preocupações do ISB Brasil é pensar em formas de melhor atender ao consumidor de seguros. Daí porque, a entidade realizou pesquisa com mais de 500 RHs do país, constatando que o comportamento do consumidor mudou. “Ele é mais informado, exigente e precavido”, disse.

Dorneles, que ajudou a fundar o CVG-RS há 30 anos, relatou que a entidade é muita ativa, promove eventos e cursos de capacitação. “É uma forma de qualificar o mercado”, disse. Já o CSP-MG, que tem 11 anos, segundo João Paulo Moreira, se espelhou nas demais entidades para aprimorar o foco na capacitação, sobretudo dos corretores. “Quanto mais ele souber, melhor atenderá aos seus clientes”, disse.

Kobayashi também destacou a forte atuação do CVG-SP na área de formação profissional, com uma ampla grade de cursos em parceria com a Fecap. Na última década, a entidade alterou o estatuto, segundo ele, para incluir profissionais do setor que atuam em corretoras, assessorias, assistências, prestadoras etc. “Hoje, ficamos felizes por ver que muitos corretores ingressaram no setor e começaram a trabalhar na divulgação do seguro de vida”, disse.

O presidente do CVG-RJ, o primeiro do país, comemorou o surgimento de um novo CVG em Pernambuco. Ele afirmou que ao longo de 55 anos, a entidade tem trabalhado para estimular o conhecimento. Além do tradicional Oscar do Seguro, o CVG-RJ firmou, recentemente, convênio com a ENS para a oferta de cursos. “O CVG-RJ permanece trazendo coisas importantes para o mercado”, disse.

No evento que discutiu Tendências em Benefícios, Kobayashi lembrou que, se por um lado, o setor está crescendo, por outro, existe o desafio de manter a solidez financeira e a sustentabilidade do mercado. "O caminho é promover a saúde, prevenção e qualidade de vida, trabalhando na gestão dos custos, com novos produtos, simplificação, redução de despesas administrativas e o uso da tecnologia", concluiu o presidente do CVG-SP.

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves