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Uso da tecnologia é uma das megatendências para o seguro de vida

22/08/2019

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Diretor da LLGlobal (Limra/Loma/Secure Retirement Institute) para América Latina e Caribe, Thad Burr, experiente profissional com mais 25 anos de carreira, morou 14 anos no Brasil. Nesse período, implantou e desenvolveu os negócios da ACE (como presidente de sua Divisão Regional, que abrangia nove países), bem como fundou e implantou as operações da MetLife no Brasil. Dia 16 de agosto ele voltou ao país para participar do CVG-SP Limra Day, realizado no Teatro Renaissance, em São Paulo, quando apresentou o tema "O seguro de vida em um mundo em transformação".

Thad elencou as principais megatendências para o ramo, destacando as novas tecnologias como principal fator de disrupção. Assim como Uber, Netflix, Airbnb e outros provocaram a transformação de alguns segmentos, sobretudo pela redução de custos nas operações, ele acredita que o seguro de vida e a previdência serão afetados de maneira severa. Thad citou o blockchain e a IoT (Internet das Coisas) como as tecnologias mais disruptivas para o seguro no futuro. “Teremos de reinventar nosso negócio”, disse.

Mas, segundo ele, outros fatores trarão impactos ao seguro de vida, como, por exemplo, “a face mutável da riqueza e pobreza”. Um estudo da Limra demonstra que a pobreza mundial vem diminuindo. Em 1820, 94% da população mundial viviam na extrema pobreza; em 1900, 84%; em 1950 o percentual se manteve em queda constante, passando de 72% para 26% em 2000, até chegar a 10% em 2015. "Para nossa indústria é importante que o mundo se torne rico", disse.

Outra tendência global é mudança demográfica, com o aumento da expectativa de vida e da longevidade. Thad mostrou que a base da pirâmide etária em vários países será cada vez menor, com o predomínio de idosos no futuro. Ele adiantou dados de um estudo da Limra que aponta o aumento expressivo da população com mais de 60 anos até 2050. Na Índia, o número de idosos aumentará 171%; na Indonésia, 195%; na Malásia, 244%; China, 12%. Em toda a Ásia, o aumento será de 148%.

Um dos efeitos do crescimento da população idosa será a falta de recursos para o financiamento dos sistemas de aposentadorias. Thad apresentou estudo da Mercer sobre a adequação dos sistemas de alguns países, que mostra a deficiência do México e Argentina na maioria dos quesitos. No caso do Brasil, que já começou o processo para a reforma da Previdência, a sustentabilidade foi o único quesito com nota abaixo da média. “Temos de aumentar os ativos guardados para o futuro. A solução é aumentar a idade mínima de aposentadoria para mais de 60 anos, ou seja, as pessoas terão de trabalhar mais tempo”, disse.

As mudanças econômicas também trarão impactos ao seguro de vida, segundo Thad. Ele citou a redução da taxa de juros nos Estados Unidos como uma preocupação para os norte-americanos que planejam viver da rentabilidade dos recursos investidos em fundos. “Para o seguro é uma boa notícia para a venda de produtos”, disse. Em relação à distribuição de seguros, o especialista mencionou que uma das tendências é a fusão entre este serviço e as instituições financeiras, que resultará no aumento da venda direta. Outra tendência é o uso das redes sociais para a oferta de seguros.

Thad encerrou sua apresentação com algumas questões para reflexão. “As mudanças nas regulamentações são uma tendência? ”; “A mudança no comportamento de consumo levará à substituição do canal tradicional pelo digital ou à convergência? ”; “Como reagir à tendência de aumento de custos nos benefícios? ”.

 

 

 

 

 

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves | Fotos: Antranik Photos