Destaque

Sincor Digital traz ao debate temas relevantes para o setor

03/11/2020

O Sincor Digital, realizado no dia 23 de outubro, teve como tema “Conectando o Mercado de Seguros”. A abertura do evento foi realizada pelo presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, e contou com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Hellen, que substituiu o Governador João Doria.

No primeiro painel, Jayme Garfinkel, Nilton Molina e Patrick Larragoiti compartilharam os momentos mais difíceis e transformadores que viveram em todos os anos atuando no mercado de seguros. A palestra “Masterclass – É possível!” foi mediada pelo 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

Sobre o futuro, os executivos destacaram a grandeza e o poder de resiliência do setor de seguros. “Tivemos uma transformação digital que aconteceu de maneira rápida e eficiente. A telemedicina também teve um grande avanço, já que em poucas semanas, milhares de atendimentos foram realizados”, acredita.

“Quase todos os ramos de atividades humanas sofreram as consequências da pandemia, além de enfrentar um clima de incertezas com a economia. O país tem potencial para ser um dos maiores produtores de energia limpa, o 3º maior mercado de consumo, além do agronegócio. O Brasil tem todos os insumos para ser um líder mundial”, destacou Molina.

Para Garfinkel, o mercado de seguros é privilegiado. “A pandemia trouxe a percepção de proteção para a sociedade, no momento que perceberam a importância de um seguro”. Para ele, o seguro não sofreu tanto como os outros setores. “Por isso, minha perspectiva é positiva para o futuro”, disse.

Big Techs

O painel “Seguradoras, Big Techs e Customer Experience – Presidentes, e agora?” contou com presidentes de seguradoras como debatedores.  “Essas empresas estão constantemente entendendo o que o cliente quer e fazendo mudanças para se adequar a isso”, disse Eduard Folch, da Allianz. “Tais empresas têm muito mais interesse em uma plataforma geradora de anúncios do que num produto”, disse Murilo Riedel, da HDI Seguros.

O presidente da Liberty Seguros, Carlos Magnarelli, acredita que não existe risco de as big techs concorrerem com o mercado de seguros. “O seguro é um produto de muitas transações e essas empresas não têm estrutura para um pós-venda”, disse.

“A ameaça é que, se a gente não ocupa todos os espaços, eles entram e reduzem o escopo dos nossos negócios”, acredita Roberto Santos, da Porto Seguro. “Certo ou errado, nós vamos conviver com novos ecossistemas e temos que nos adaptar a esses ambientes”, disse Aldaberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora.

Economia

Durante o painel “Cenário econômico pós-pandemia – Perspectivas para o Brasil e o mercado de seguros”, o economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco, Fernando Honorato, manifestou otimismo. “Os estímulos na economia feitos pelo governo federal permitirão que o país saia fortalecido da crise sanitária”, disse.

Para o mercado de seguros, Honorato acredita que haverá menor receita financeira e maior necessidade de geração de prêmios. Para o presidente da Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, o otimismo deve ser cauteloso, já que a pandemia ainda não acabou e o cenário econômico é incerto. “A pandemia trouxe a urgência de um olhar especial para o seguro de vida, de saúde e a previdência, por exemplo. Precisamos redirecionar o foco e a concepção de risco”, disse.

Fonte: CVG-SP