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Pesquisa Seguro de Vida RGA - Resultado

29/05/2018

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Em parceria com a RGA, o CVG-SP divulgou, no dia 24 de maio, os resultados da pesquisa, efetuada em março deste ano, sobre o seguro de Vida em Grupo.

“É uma alegria e uma satisfação enorme ver a casa cheia”, iniciou Marcos Kobayashi, diretor de Relações com o Mercado do Clube Vida em Grupo São Paulo. Em seguida, compôs a mesa chamando Silas Kasahaya, presidente do CVG-SP; Ronald Poon Affat, CEO da RGA Brasil; o professor Doutor Edison da Silva, reitor da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado); o professor Doutor Taiguara Langrafe, vice-reitor da FECAP; Dilmo Bantim Moreira, presidente do Conselho do CVG-SP; Osmar Bertacini, secretário do Conselho e fundador do CVG-SP; Paulo de Tarso Meinberg, diretor do IBRACOR, conselheiro e fundador do CVG-SP; e Ronaldo Megda Ferreira, conselheiro do CVG-SP.

Estiveram presentes as seguintes autoridades: Adevaldo Calegari, mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo; Affonso Heleno de Oliveira Fausto, presidente da Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro; Ednir Fornazzari, mentor do Clube dos Corretores de Seguros de Osasco; Marcos Colantonio, presidente da Aconseg-SP; e Pedro Barbato Filho, presidente da Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo.

O presidente Silas agradeceu a Ronald Poon Affat pela parceria na pesquisa. “Ele nos procurou e, diante da importância do tema, apoiamos a RGA na pesquisa”.

No início de sua apresentação, Ronald Poon Affat disse “Estamos na entidade desde 2016 e isto me fez sentir feliz porque nós fomos o primeiro associado estrangeiro do CVG-SP, o que foi muito importante para nós”, afirmou. O CEO apresentou um breve histórico da RGA e agradeceu às 20 empresas que participaram da pesquisa.

Segundo ele, as companhias pesquisadas acreditam que, nos próximos três anos, o mercado e as carteiras de Vida em Grupo poderão crescer entre 5% e 25%. "Isso nos mostra que as empresas que participaram incluem um mix de pequenas, médias e grandes empresas com um mix de taxas de crescimento alta, média e moderada; ou seja, a pesquisa inclui todos os tipos de companhias existentes no mercado atual", explica.

 

A pesquisa também apontou que os canais de distribuição mais estratégicos são, em ordem, as grandes corretoras, o canal bancário e os representantes no local de trabalho. “O mercado não está olhando para os representantes e ainda depende dos outros três canais”, concluiu. Quanto ao Worksite Marketing, 70% das companhias oferecem Benefícios Voluntários Complementares, entretanto, 57% revelaram obter pouco sucesso. “É uma excelente oportunidade para visitar as empresas, depois da venda, e tentar vender ainda mais seguros”, alega o CEO.

Sobre as coberturas atuais que geram mais prêmios, encontram-se, na sequência, a Morte por qualquer causa, Acidentes Pessoais, Invalidez Funcional por Doença, Funeral, Invalidez Permanente Total, Morte Acidental e Perda do Uso de Membros, Doenças Graves, outros (DIT e DHMO), Viagem e Desemprego. Porém, nos próximos três anos acredita-se que as coberturas para doenças serão a maior aposta do mercado, visto que, graças a elas, não há outros tipos de despesas, como por exemplo, com transporte, redução ou cessação da atividade econômica etc. Para Ronald Poon Affat, é possível ampliar a oferta das assistências e produtos para segmentos específicos e 95% dos respondentes enxergam valor nesses serviços, mas a maioria oferece apenas Assistência Funeral, Cartão Alimentação e Cesta Natalidade.

Em relação à lucratividade, os resultados revelaram que os grupos médios (101 a 999 segurados) e pequenos (50 a 100 segurados) são os mais rentáveis. Dentre as principais causas estão o rigor na subscrição, a precificação atuarial baseada em critérios técnicos, a economia de escala, o relacionamento com corretoras e o canal de vendas. O palestrante focou nos principais fatores para a precificação: setores, porte de grupos, composição salarial do grupo, regiões geográficas e outros. Segundo Ronald Poon Affat, as companhias deveriam utilizar, no mínimo, cinco fatores. Entretanto, apenas três das participantes alegaram impor essa quantidade.

A taxa de aceitação automática também foi outro assunto discutido. Atualmente, a maioria das companhias é manual, entretanto, as empresas tendem a investir mais na automatização. “Elas sabem que é preciso investir dinheiro para melhorar sua subscrição, sendo mais automática e ágil. Quem chegar lá primeiro ganhará a confiança do corretor e será o líder do mercado”, afirma. Discutiu-se também o resseguro. A pesquisa aponta que 47% entendem a grande importância competitiva desse tipo de contrato, 42% utiliza o resseguro facultativo para grupos grandes ou de alta complexidade e apenas metade renova anualmente.

O último tópico exposto foi a disrupção das insurtechecs. Enquanto 26% das empresas participantes acreditam que os riscos são existentes, 68% entendem que explorarão mercados com cobertura insuficiente no momento. No mercado empregado-empregador, as disrupções são: novos métodos de subscrição e distribuição, worksite marketing, baseados em dados obtidos na internet e novas formas de compartilhamento de riscos. Para Ronald, a disrupção não é uma questão de “se”, mas quando.

O CEO concluiu afirmando que os Benefícios Voluntários Complementares, como oferecer serviços de assistências diversificadas, oferecer Doenças Graves, ser mais seletivo ao se cotar grandes grupos, atualizar as tábuas de mortalidade, utilizar modelos de precificação mais sofisticados, concentrar-se no serviço ao cliente para melhorar a persistência, maior automação para PME e ter o ressegurador como parceiro estratégico, são boas maneiras de alcançar novos clientes.

Após a palestra, Silas Kasahaya anunciou a grande surpresa do dia. Os cursos do CVG-SP passarão a ser ministrados na FECAP, Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, e para isso, convidou o professor Doutor Edison Simoni, reitor da FECAP, e o professor Doutor Taiguara Langrafe, vice-reitor, a apresentarem e formalizarem a parceria. “É uma satisfação enorme estar aqui para firmarmos essa parceria, na qual acreditamos que podemos gerar muitas sinergias na direção da melhoria dos profissionais e fomento do setor”, agradeceu o reitor Edison Simoni, o qual também apresentou a história da Fundação, bem como a criação dos cursos, em especial, o de economia que foi o primeiro do país. “Esperamos que todos possam aproveitar essa empreitada de capacitação e qualificação”, completou Taiguara Langrafe, vice-reitor.

“O Clube faz 37 anos amanhã (dia 25); por isso a mesa diretora hoje foi formada pelos conselheiros; e estamos comemorando esta data com esta parceria com a FECAP, que demonstra que estamos trabalhando alinhados para preparar o CVG-SP para o futuro, que é uma das propostas de minha gestão. O mercado mudou, os clientes mudaram e a gente precisa investir um pouco mais na formação e desenvolvimento. E, a parceria com a FECAP vem de encontro aos nossos esforços de oferecer melhores condições para o aprendizado de nossos alunos, agregando ainda maior valor à nossa história”, afirmou Silas Kasahaya.

Na ocasião, Olívio Luccas Filho, um dos incentivadores da parceria com a FECAP, tornou-se Sócio-Parceiro do CVG-SP em reconhecimento aos anos de contribuição para com o mercado segurador.

Por fim, o presidente agradeceu a todos os presentes pela participação. “Mais uma vez estávamos com a casa cheia, então isso demonstra que os nossos esforços estão no caminho certo”, concluiu.

 

Fotos: Antranik Photos

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