Destaque

CVG-SP participa do Almoço da CNSeg

13/12/2017

Balanço e perspectivas para o mercado segurador

Festa de confraternização reúne 400 participantes para celebrar resiliência do seguro

O presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, esteve presente no evento.

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Presidente da CNseg, Marcio Coriolano

Ao fazer uma retrospectiva de 2017 durante o evento “Almoço de Confraternização do Mercado Segurador”, nesta quarta-feira, 13, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, reconheceu que o ano não foi corriqueiro, mas melhor que 2016, este de extrema dificuldade para o País na economia, na política e no campo da cidadania. A seu ver, o esforço do governo de recuperar os fundamentos econômicos no decorrer de 2017 representou um avanço inegável para a retomada do crescimento- “lenta, mas firme”- e uma evolução da maturidade institucional. “Os números falam por si: a inflação converge para 3% ao ano; os juros básicos recuam aos 7%; e os indicadores de desempenho dos setores econômicos são alvissareiros”, afirmou ele, lembrando que “emprego, renda e produtos” são os combustíveis do mercado segurador.

Cerca de 400 pessoas, entre lideranças setoriais, executivos e autoridades de supervisão do mercado, participaram da solenidade promovida pela CNseg e Federações associadas (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap).

Ele destacou algumas das medidas econômicas mais importantes para a volta à normalidade, como a PEC dos gastos públicos, a atuação independente do Banco Central, além das reformas estruturais concluídas, como a modernização trabalhista- e outras à espera de votação no Congresso Nacional, como a da Previdência Social ou a tributária.

Apesar das dificuldades dos anos recentes- como a “vexaminosa queda de 3,5% do PIB de 2016”- Marcio Coriolano assinalou que o mercado segurador passou pela prova de fogo da recessão com maestria e, como ocorreu no ano passado, deverá fechar 2017 com um desempenho acima da média dos demais setores econômicos. A previsão é de que a arrecadação suba de algo entre 9% e 10,5%. A taxa estimada, embora próxima da apresentada em 2016 (9,5%), é mais consistente, se considerada a queda de 30% nos valores do seguro DPVAT, a redução de segurados de planos de saúde e os impactos do recuo das taxas de juros nos planos de previdência. 

Em compensação, algumas modalidades ajudaram o mercado a recuperar o prumo. Ele destacou o crescimento expressivo dos seguros de Crédito e Garantias, as vendas de Vida Individual, do Rural e do Habitacional, além da gradual recuperação da apólice de Auto. Ao lado disso, as seguradoras promoveram no decorrer do ano ajustes nos seus índices de eficiência operacional, melhorando-os o suficiente para fortalecer os níveis de solvência do setor.

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Público presente à cerimônia

No seu balanço, Marcio Coriolano também destacou as contribuições dos órgãos de supervisão em prol do mercado. “A condução da Susep deve ser reconhecida e nossa agenda tem sido participativa e produtiva”, assinalou ele, ao elogiar a gestão do superintendente Joaquim Mendanha de Ataídes à frente da Susep.  “Na relação com a ANS, também houve avanço da regulação, especialmente nas regras para análise de impacto regulatório, envolvendo normas de penalidades e de qualificação das operadoras”, acrescentou ele, ao avaliar o órgão de supervisão das operadoras de Saúde Suplementar.

Após relatar as ações a fim de consolidar um padrão empresarial à CNseg, destacar algumas das ações do Programa Educação em Seguros (lançamento de livretos, avanço da audiência da Rádio CNseg, da fanpage da CNseg e do Canal Seguro, no YouTube), Marcio Coriolano, mais uma vez, repetiu o apelo para que o setor segurador conste do centro das políticas públicas, tendo em vista os grandes benefícios que pode gerar no campo da proteção de pessoas, seu patrimônio e negócios, sem falar em seu papel de investidor institucional.

Por fim, o presidente da CNseg defendeu o avanço da agenda microeconômica como caminho para acelerar o crescimento em 2018. No plano do seguro, ele listou as prioridades do mercado: a reestruturação do microsseguro, para ampliar a inclusão social; a redução do custo regulatório; o crescente uso dos meios remotos; a redução da judicialização via incentivo ao uso da arbitragem; e prévia avaliação de custo/efetividade das inovações no segmento de Saúde Suplementar. 

Fonte: Site www.cnseg.org.br

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