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A Era Digital e o Corretor de Seguros

20/09/2018

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A ERA DIGITAL E O CORRETOR DE SEGUROS É TEMA DE ALMOÇO DO CVG-SP

No dia 20 de setembro, o CVG-SP promoveu um almoço com a palestra de Boris Ber, presidente em exercício do Sincor-SP. O evento, que aconteceu no Terraço Itália em São Paulo, discutiu a relação entre a Era Digital e o Corretor de Seguros.

Compuseram a mesa Silas Kasahaya, presidente do CVG-SP; Boris Ber, presidente em exercício do Sincor-SP; Mario Pinto, diretor da Escola Nacional de Seguros, Paula Maron, diretora de Distribuição e Planejamento da Prudential do Brasil, acompanhada da gerente regional Lucimar Santos; João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP; Mara Sutto, presidente da UCS e Adevaldo Calegari, mentor do CCS-SP.

Silas Kasahaya abriu o evento “Temos aqui, hoje, meu amigo Boris Ber. Ele falará sobre um tema que está muito em alta. Vemos essa questão da era digital muito presente em nosso mercado”, comenta.

Boris Ber iniciou sua palestra apresentando um histórico do setor de seguros no Brasil, iniciando em 1800, com a criação das primeiras companhias de seguro, passando por 1964, com a regulamentação da atividade do corretor de Seguros, até 2005, com as mudanças que a internet trouxe ao mercado. “O consumidor assume a posição de protagonista e os contatos pessoais são reduzidos”, explica. Para ele, a era digital trouxe para o mundo a otimização dos fluxos de informação. “Essa revolução, que eu chamo de uma nova revolução industrial, muda completamente a forma como as pessoas querem se comunicar. A sociedade também muda o seu modo de ser. Ela está conectada na palma da mão”, afirma.

Sobre a tecnologia em seguros, Boris Ber trouxe informações sobre o Big Data, carros autônomos, bitcoin, impressão 3D e biotecnologia. “Hoje, você consegue saber se uma empresa, que tem dados públicos disponíveis, é obrigada a ter seguro de Vida em Grupo Coletivo. É possível saber tudo. Além disso, esses novos meios de pagamento transformam tudo, e a gente percebe que as empresas têm investido em mudar”, garante.

No seguro de Vida, especificamente, Ber acredita que a tecnologia veio para aperfeiçoar o trabalho, mas ainda é preciso crescer. “É uma ferramenta fundamental no desenvolvimento de negócios, mas, para isso, temos que inovar no formato de atendimento ao cliente. Há profissionais que não têm a mínima estrutura em sua corretora. Eles precisam investir em seu próprio negócio”. Boris ressalta que, mesmo com os avanços, esse ofício não será extinto. “Acho que o corretor precisa tomar um choque e analisar como ele vai crescer sua carteira. De qualquer forma, é o corretor que vai liderar o processo de crescimento do mercado”, explica.

Apesar de todas as transformações no mercado, para Boris Ber, o corretor continua tendo grande importância na distribuição dos seguros: “Ele tem um conhecimento do usuário final e uma percepção das reais necessidades. Temos que saber usar isso. Mesmo com toda essa tecnologia, o cliente nos conhece e confia em nós”, salienta.

Por fim, o presidente em exercício do Sincor-SP entende que não é preciso ter medo do que irá acontecer. “É o momento de quebrarmos paradigmas e podermos, juntos, vencermos os desafios que vêm por aí. O tempo de resposta, hoje, é extremamente curto e nós não podemos fechar os olhos, mas temos que encarar todos os desafios com perseverança”, conclui.

O presidente do CVG-SP comentou que, apesar da dificuldade em vender seguro de Pessoas, a tecnologia veio para ajudar. “Se já há essa dificuldade hoje, daqui a dez anos, o que será do Corretor?”, pergunta. Boris Ber explica que uma possibilidade é o processo de ação e reação. “Com as coisas acontecendo muito rápido, fará com que nós reajamos. Algum tipo de vendas talvez deixem de existir, mas sobra um enorme espaço. Não existe uma solução pronta, mas existe um tratamento. É preciso mudar a cabeça em relação a produto e incentivo fiscal”.

Em seguida, João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP, comentou sobre como as insurtechs e bigtechs impactam nas vendas. “Ou a gente se adequa, ou outras pessoas tomarão espaço. Hoje, o desafio é se preparar para várias alternativas possíveis, então, como se preparar para isso?”, questiona. Boris Ber acredita que é preciso acompanhar o que tem acontecido através da pesquisa e leitura. “A consciência é a primeira coisa”, afirma.

Já Mara Sutto, presidente da UCS, afirmou que, hoje, há excesso de informações e, consequentemente, uma dificuldade em se falar de tecnologia. “Dentro desse cenário, em que não temos mais alternativas a não ser mudar, existe algo que possa ser feito além de falar e explicar aos corretores?”, indaga. Para o presidente em exercício do Sincor-SP, falta espaço para o diálogo. “Uma boa parte dos corretores de seguros não tem sucessão, e isso é um grande problema. Ele trabalhou a vida inteira de uma única forma e, se ele não achar um caminho para a mudança, sua corretora não terá longevidade”.

Lucimar, diretora da Prudential, questiona como as seguradoras podem ajudar melhor aos corretores. Para Boris, é preciso diferenciar o especialista do generalista. Além disso, fornecer treinamentos é uma opção. Logo após, Mario Pinto, diretor da ENS, também comentou que na dificuldade é possível ver oportunidade. “Grandes mudanças abriram ricos horizontes, com grande potencial. Então, não é o momento de lamentar o sucesso passado. O que está acontecendo em nosso mercado já aconteceu em outros”, afirma.

Por fim, Adevaldo Calegari, presidente do CCS-SP, encerrou o momento comentando que o segredo do sucesso é “conhecimento e foco. O corretor de seguros terá que encontrar sua especialização e trabalhar muito. Ele jamais vai desaparecer, mas terá que se tornar um profissional mais objetivo”, conclui.

Na ocasião, Silas Kasahaya anunciou a todos a Prudential do Brasil como a mais nova associada Benemérita do CVG-SP. “Nós estamos, nesse momento, com 46 associadas, então eu queria agradecer porque, desde a gestão do Dilmo, nós abrimos um pouco nosso estatuto e, hoje, podemos dar oportunidade à várias empresas se associarem e contribuírem com esse mercado de Seguro de Pessoas”, explica.

Em seguida, entregou à Paula Moron e Lucimar Santos, representantes da Prudential do Brasil, a placa de associação como Benemérita. “Para nós é uma grande honra e uma enorme satisfação nos juntarmos a vocês nesse projeto tão importante. Temos certeza que essa parceria será de longo prazo”, reconhece Paula.

Silas encerrou o evento citando os cursos do CVG-SP que estão com as inscrições em aberto e ressaltou a importância destes. “Os alunos procuram essas aulas porque, nessa área, falta informação. E, neste momento, apresentou a doutoranda em Antropologia Social pela UNICAMP, Deborah Fromm que está realizando uma pesquisa acadêmica sobre o mercado segurador no Brasil para a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). E, continuou, quanto mais nossas entidades fomentarem a educação, melhor para nosso mercado e para os próprios profissionais”, comentou reforçando, também, o convênio com a Escola Nacional de Seguros para descontos aos associados do CVG-SP, em graduação e pós-graduação.

O presidente também lembrou a todos sobre as redes sociais e os canais de comunicação da entidade, solicitando que todos participem. “Eles aumentam nossa participação e alcance”, reforça.

O presidente citou que em outubro, acontecerá um grande evento, o MDRT Day Brazil. “Nós somos os organizadores deste evento [MDRT Day] onde teremos quatro palestrantes internacionais. E, dia 29 de novembro realizaremos nossa festa de confraternização, que será para comemorarmos as conquistas do ano”, encerra.

Fotos: Antranik Photos

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