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Webinar do CVG-SP com a Samplemed traz visão tecnológica da subscrição de riscos

06/09/2022

 

 

Samplemed traz visão tecnológica da subscrição de riscos

A subscrição de riscos evoluiu. Com o uso de novas tecnologias, como big data, inteligência artificial, machine learning e outras, além da ciência de dados, a subscrição de riscos pessoais já pode ser realizada de forma totalmente digital. Como funciona esse processo, quais os próximos passos e a experiência internacional, foram questões abordadas por dirigentes da Samplemed no webinar promovido pelo CVG-SP, no dia 31 de agosto, transmitido ao vivo pelo YouTube.

Sob a mediação do presidente do CVG-SP, Marcos Kobayashi, participaram do evento o CEO da Samplemed e também ex-presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, o CTO Albert Costa e o diretor Comercial Mário Jorge Pereira. A Samplemed, de acordo com Kasahaya, tem 30 anos de experiência no setor, opera em cinco países, emprega 100 pessoas no Brasil e exterior e está expandindo sua atuação no mercado internacional com a oferta de plataformas de tecnologia para a subscrição de riscos.

Kasahaya citou um estudo da Accenture, nos Estados Unidos, que analisou por que os underwriters estão subscrevendo menos. “Porque estão perdendo 70% tempo com outras tarefas”, disse. Segundo ele, nos mercados mais avançados, os investimentos em tecnologia permitem que o subscritor se dedique ao seu trabalho. “O subscritor deve usar seu tempo para desenvolver seus estudos de resultado da carteira e de sinistralidade e acompanhar as melhores práticas de mercado”, disse.

O futuro da subscrição

Atualmente, uma das principais preocupações das empresas é tornar a jornada do cliente cada vez mais simples, intuitiva e transparente. No mercado de seguros não é diferente e o objetivo é garantir uma boa experiência ao cliente desde o momento da contratação. Mas, é nesta etapa, justamente, que a subscrição de riscos se torna um “pilar fundamental”, segundo Mario Jorge. “Se a experiência for a melhor possível, poderá garantir, ainda, um diferencial competitivo à empresa, além de apoiar a construção de novos produtos”, disse.

O diretor Comercial da Samplemed trouxe ao evento um estudo da McKinsey que projeta o futuro da subscrição de riscos, em quatro fases, começando pela atual de subscrição automatizada. “No Brasil, algumas empresas já entraram na era digital. Mas, ainda temos muito a fazer”, disse. Mario Jorge explicou que a fase 2 se caracteriza pelo maior uso de inteligência de dados e redução do processo manual, resultando em maior agilidade, aumento de receitas e melhoria da sinistralidade.

A fase 3 é a da microssegmentação e personalização. “Porque surgem novos perfis de riscos que precisam ser tratados de forma personalizada”, disse. A quarta fase requer, segundo Mario Jorge, um mercado mais maduro, já que a subscrição será contínua. “O monitoramento dos riscos será contínuo e não apenas durante a subscrição. A intenção é sugerir medidas preventivas que possam influenciar na melhoria da saúde dos proponentes”, disse.

Mario Jorge apresentou, ainda, quatro passos para modernizar a subscrição, começando pelo pensamento sistêmico. “O processo deve ser simples e intuitivo e toda a análise deve ser ágil, por meio de dashboard e estatísticas”, disse. O passo dois é destruir os silos organizacionais, ou seja, todas as áreas devem estar alinhadas para ajudar a empresa a ter uma visão completa. Em seguida, vem o comprometimento dos executivos e, depois, a aceleração do ritmo, com entregas constantes e programadas, em vez de iniciativas de longo prazo.

Uma subscrição para cada risco

Dividindo os riscos entre baixos, médios e altos, Mario Jorge indicou o tipo de subscrição correta. Para os riscos baixos, como, por exemplo, de produtos massificados, ele sugeriu o modelo preditivo, que caracteriza os indivíduos de acordo com o perfil de risco. “É uma solução complexa, que utiliza ciência de dados e várias tecnologias”, disse. Para os riscos médios, indicou a análise automatizada e aprofundamento do perfil de risco com o uso de questionários dinâmicos e até entrevistas remotas.

Já para os riscos altos, com capitais mais elevados, o diretor da Samplemed recomendou análises especificas, inclusive com o uso de exames laboratoriais. Segundo ele, caso a seguradora necessite de análise mais específica para riscos mais complexos, é possível fazer exames e carregá-los dentro da plataforma para que o subscritor decida sobre a aceitação ou não. “Temos um ecossistema completo de soluções, que garante mais segurança e a análise mais profissional dos riscos. Viabiliza para que mais pessoas façam o seguro”, disse.

Na visão de Mario Jorge, a integração entre tecnologia, dados e segurança, em um mesmo ambiente, facilita a gestão de riscos e acompanhamento das carteiras, permitindo ajustes e correções com rapidez. O processo começa pela captura de dados de qualidade por meio de ferramentas de subscrição, como o modelo preditivo. Outra ajuda vem do manual de subscrição, que pode ser o da Samplemed ou da própria seguradora. “O fundamental é que seja acompanhado por subscritores, atuários, médicos e cientistas de dados e integrado por meio de APIs”, disse.

Cases internacionais

O CTO Albert Costa, que reside nos Estados Unidos, trouxe de lá exemplos de seguradoras novas, que cresceram rapidamente após o uso de subscrição automatizada. Duas delas, a Haven Life e a Ethos realizam aceitação 100% digital, sem necessidade de exame médico, exceto para seguros acima de US$ 1 milhão. A Ethos aceita idade de até 75 anos e capital de até US$ 10 milhões. Já na Haven Life o limite de idade é 64 anos e o capital de US$ 3 milhões.

“Ambas as seguradoras oferecem uma boa experiência para o usuário, que não precisa falar com ninguém, pois todo o processo é online”, disse. Outra empresa, a Ladder, atua com foco na recomendação de produtos. “Ela faz uma série de perguntas, porque as pessoas desejam uma venda consultiva. Com o uso de algoritmos, fazem a recomendação de produtos diferenciados”, disse. Albert Costa citou, ainda, a Bestow, como a que tem o processo mais fluído, com poucas perguntas e conclui a venda em poucos minutos.

Para o executivo, os exemplos mostram a tendência de automatização dos processos no mercado americano, cada vez mais com o uso de modelos matemáticos e preditivos para a rápida tomada de decisão. “A mensagem que fica é que as seguradoras devem atentar para os novos entrantes do mercado. É uma tendência que não tem volta”, disse. 

 

Questionado pelo presidente do CVG-SP sobre a melhor estratégia das seguradoras americanas, Albert Costa respondeu que é a inovação na experiência do usuário e o uso da ciência de dados. “A grande revolução é o uso de algoritmos matemáticos, inteligência artificial e machine learning”, disse. No encerramento, Marcos Kobayashi observou que o tema abordado interessa a diversos profissionais e não apenas aos subscritores. “Por isso, vamos trazer mais informações nas nossas redes sociais, porque um dos pilares do CVG-SP é a geração de conteúdo”, disse.

 

Assista ao vídeo completo em: https://www.cvg.org.br/tv-cvg.php?url=live-samplemed-traz-visao-tecnologica-da-subscricao-de-riscos
 

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves