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Presidente do CVG-SP prevê que seguro vida continuará crescendo

08/12/2021

O presidente do CVG-SP e diretor Comercial Nacional Vida da Tokio Marine Seguradora, Marcos Kobayashi, foi entrevistado pelo jornalista William Anthony, do JRS, no programa Seguro Sem Mistério, realizado no dia 7 de dezembro, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Dentre os temas em pauta, ele abordou o crescimento do seguro de vida na pandemia, a expansão da cultura do seguro no país e as tendências e perspectivas para o ramo.

Anthony quis saber por que a procura pelo seguro de vida aumentou durante a pandemia. Kobayashi respondeu que, de forma trágica, a covid-19 e o seu legado ruim ampliou o debate sobre a morte, um tema tabu. “Hoje, as pessoas conversam abertamente sobre a morte”, disse. Segundo ele, o desejo de proteção contra os riscos de mortes e doenças fez a população comprar seguro. “As pessoas começaram a entender melhor a dinâmica do seguro e, em função disso, o mercado de vida teve um salto de produção”, disse.

De acordo com Kobayashi, na Tokio Marine, por exemplo, o seguro de vida cresceu 71,8% no primeiro semestre do ano. Já no segundo semestre, até mesmo o seguro de vida em grupo, que foi afetado pela redução dos postos de trabalho, retomou o seu crescimento. Porém, o presidente do CVG-SP observou que esse crescimento não ocorreu apenas no período da pandemia, mas anos antes. O marco, segundo ele, ocorreu em 2016, quando o seguro de vida superou a produção do ramo automóvel e, depois, em 2019, quando também ultrapassou o seguro saúde.

Sobre as tendências para o ramo, uma questão que o jornalista apresentou, Kobayashi disse que acredita em um cenário positivo, de crescimento. Ele informou que a sua crença é baseada na análise de números de diversas fontes que projetam a continuidade de crescimento do setor, incluindo os seguros de pessoas. “Em plena crise econômica o seguro cresceu, demonstrando a resiliência do mercado. Minha projeção é que continuaremos nesse cenário”, disse.

Para Kobayashi, os bons números do seguro de vida são resultado também da rápida resposta que o mercado deu aos consumidores, decidindo indenizar os sinistros provocados pela covid-19, apesar de a pandemia ser um risco excluído das apólices. Esta decisão, a seu ver, demonstrou a solidez financeira do mercado segurador, que tem suportado o aumento da sinistralidade sem prejuízos à solvência das companhias.

“Até o momento, o valor das indenizações já superou R$ 15 bilhões, dos quais um terço, R$ 5 bilhões, corresponde a sinistros de covid, que não teriam cobertura”, disse. Na Tokio Marine, Kobayashi informou que a decisão de indenizar os sinistros de covid foi humanitária e também financeira, já que era sabido que provocaria prejuízos. “A filosofia mundial da empresa é ser uma good company, em que um dos pilares é olhar além do lucro”, disse.

Outro fator preponderante para o crescimento do seguro de vida, na visão do presidente do CVG-SP, foi o aumento da oferta. Com base na experiência da Tokio Marine, que aumentou o quadro de corretores de seguros ativos cadastrados de pouco mais de 3 mil, em 2014, para 16 mil em 2021, ele conclui que muitos corretores estão enxergando o ramo como oportunidade de mais negócios. “Alguns ainda resistem porque pensam que a venda de seguro de vida é complicada, mas não é”, disse.

Kobayashi reconhece que para migrar da área patrimonial para a área de seguro de pessoas requer estudo e empenho dos corretores. No entanto, se o objetivo é oferecer proteção completa ao cliente, então esse é o caminho. “Eu digo sempre que o corretor atua em todas as fases de vida do cliente, desde o nascimento e educação dos filhos até, por exemplo, uma transmissão de herança. O corretor é capaz de levar proteção ao cliente de forma ampla”, disse.

Considerando a tendência de redução da sinistralidade e a perspectiva de crescimento para o seguro de vida, Kobayashi avalia que é hora de o corretor se preparar. “O mercado é dinâmico e os corretores não podem parar de se capacitarem”.

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves