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Pandemia evidencia lado humano dos seguros que protegem a vida e a saúde

17/04/2020

"Os seguros de vida e saúde ganharam destaque no debate nacional desde que a pandemia foi declarada pela OMS, em março. Do lado dos planos e seguro saúde a discussão cessou com a garantia do órgão regulador do setor, endossada pelas entidades representativas, de que não haveria restrição para testes e tratamento médico. Mas, do lado do seguro de vida, incluindo o seguro viagem, o debate ganhou corpo por causa da tradicional cláusula de exclusão do risco de pandemia presente na maioria das apólices.

Obviamente, tal exclusão não existe por mero acaso, mas como resultado de estudos técnicos e cálculos atuariais que visam a preservação do mutualismo e solvência das seguradoras. Mas, mesmo amparadas pelo direito legal de negar a indenização para casos de morte no seguro de vida, em conformidade com os contratos firmados antes da pandemia, muitas seguradoras se solidarizaram com a situação e decidiram liberar o pagamento. Até o momento, cerca de 30 companhias já manifestaram essa decisão.

Como profissional da área de seguro de pessoas e na condição de presidente do Clube Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP), entidade que atua na formação e disseminação dos seguros pessoais, só posso enaltecer a decisão dessas referidas seguradoras. Mais do que responder prontamente ao apelo da sociedade, estas empresas demonstram o quão importante e essencial é contar a proteção do seguro de vida para o amparo das famílias, sobretudo no momento atual de crise.

É um alento saber que em plena era de transformações tecnológicas – e as seguradoras estão cada vez mais digitais e adiantadas nesse processo -, o lado humano prevalece. É nítida a humanização concreta que os produtos de seguro de vida trazem na forma de atendimento às necessidades de famílias que perdem seu arrimo. Acredito que essa nobre missão do seguro de amparo e proteção nunca esteve tão evidente como agora, especialmente, nesse período de isolamento social, quando percebemos o quão importante é ter a família e os amigos perto.

O gesto de solidariedade das seguradoras de vida é crucial para reforçar a importância de as pessoas se prepararem para os revezes, bem como para planejarem a sua independência financeira na velhice, por ocasião da aposentadoria. Sou otimista e acredito que essa situação vai passar, o país irá se recuperar e a indústria de seguro voltará a crescer. O que fica desse duro período de crise é o aprendizado sobre a importância das relações humanas e do amor ao próximo. Fica, também, a certeza de que a vida vale muito para o setor de seguros".

Silas Kasahaya, Presidente do CVG-SP