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Live do CQCS com o presidente do CVG-SP repercute os novos desafios do seguro de vida

12/08/2021

O presidente do CVG-SP, Marcos Kobayashi, diretor Comercial Nacional Vida da Tokio Marine Seguradora, participou de live da série “Tokio Marine Resolve”, promovida pelo CQCS, no dia 10 de agosto, com transmissão ao vivo pela internet. Com a mediação de Gustavo Doria, fundador do CQCS, Kobayashi comentou a atuação da Tokio Marine no seguro de vida e também analisou os desafios enfrentados pelo ramo durante a pandemia.

Com 22 anos de trabalho na Tokio Marine (incluindo a antiga Real Seguros) recém-completados e 37 anos de carreira na área de seguro de pessoas, Kobayashi relatou que a seguradora decidiu, desde 2014, que a carteira de seguro de vida seria estratégica para o seu futuro. “Naquela ocasião, paramos para analisar o que a companhia queria para o futuro e entendemos que a carteira de vida seria relevante”, disse.

De acordo com Kobayashi, a aposta da Tokio Marine no seguro de vida se mostrou acertada. O crescimento do ramo ao longo dos últimos anos e, em especial, durante a pandemia, ocorreu, segundo ele, com a colaboração dos corretores de seguros. Na Tokio Marine, essa força de venda é composta, atualmente, por mais de 15 mil profissionais. “Criamos uma estrutura e fizemos um trabalho de aculturamento para que esses especialistas tivessem segurança para vender”, disse.

Doria trouxe à discussão os impactos da pandemia no seguro vida, destacando que o ramo tem enfrentado alta sinistralidade. Ele observou que a situação atual é reflexo da decisão da maioria das seguradoras da área de indenizar sinistros provocados pela covid-19, apesar de a pandemia ser um dos riscos excluídos das apólices. “A Tokio Marine foi uma das seguradoras que aceitou cobrir a covid-19. Isso mostra a importância da nossa atividade”, disse.

Kobayashi relatou que a decisão inédita e sem precedentes de cobrir sinistros de covid-19 foi muito difícil para as seguradoras. “Não havia como prever quanto tempo a pandemia iria durar e quantos sinistros iria provocar. No entanto, a maioria fez uma concessão, porque essa cobertura não era prevista, atendendo ao clamor da sociedade e, principalmente, dos corretores”, disse.

Atualmente, segundo o presidente do CVG-SP, as seguradoras do ramo vida que decidiram cobrir os sinistros causados pela covid-19 enfrentam sinistralidade superior a 200% e até 300% em suas carteiras. Mas, ele deixou claro que esse aumento de sinistros não afeta a solvência das empresas. “Nenhuma seguradora daria cobertura se não tivesse solidez para suportá-la”, disse.

Doria quis saber se a alta sinistralidade poderia causar a desistência de algumas seguradoras de atuarem no ramo vida. Kobayashi respondeu que isso poderia acontecer, mas por motivos estratégicos. Segundo ele, trata-se de um movimento normal do mercado as empresas deixarem de operar ou retomarem a operação de determinados ramos, como aconteceu, por exemplo, com o seguro saúde.

O presidente do CVG-SP reconheceu que o aumento da sinistralidade é um desafio atual para as seguradoras do ramo vida, mas explicou que existem mecanismos operacionais para compensar perdas. “O desafio é trabalhar com o menor custo possível. Este é grande caminho para a adequação da sinistralidade”, disse.

Kobayashi destacou o desenvolvimento do mercado de seguro vida, que além de oferecer novos produtos, também se preocupa com a capacitação de corretores. Nesse aspecto, ele enalteceu o trabalho do CVG-SP na oferta de capacitação e formação profissional ao mercado ao longo de 40 anos de existência. O presidente do CVG-SP aproveitou a oportunidade para divulgar a abertura de inscrições para três cursos no formato de webinar, com aulas ao vivo, nas áreas de riscos pessoais, previdência privada e sinistros de pessoas, que terão início em setembro.

“Este ano é especial para o CVG-SP, que completou 40 anos em maio. Entendemos que é um momento diferente, em que a pandemia continua, mas sabemos que temos muito trabalho pela frente. O CVG-SP tem o papel de unir o mercado e discutir as tendências”, disse. O fundador do CQCS se prontificou a promover um evento em comemoração aos 40 anos do CVG-SP. “É uma marca importante e merece ser comemorada”, disse Doria.

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves