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Live da FECAP com o CVG-SP discute a reinvenção digital como tendência em seguros

29/11/2021

 

A chegada das insurtechs e a pandemia foram fatores que aceleraram o uso de novas tecnologias na indústria de seguros. Mas, não se trata mais de transformação digital, até porque essa fase já passou, segundo Wilson Leal, Head de Tecnologia e Inovação da Seguros Unimed. Na live “Tecnologia em Seguros – Tendências e Inovações”, realizada no dia 25 de novembro pelo programa Conexões Empresariais, criado pela FECAP, Leal disse que, agora, a nova onda é a reinvenção digital.

Além da sua associada Seguros Unimed, o CVG-SP também foi representado no evento pelo presidente Marcos Kobayashi, diretor Comercial Nacional Vida da Tokio Marine Seguradora. Nesta quarta live do Conexões Empresariais e nas demais com a participação do CVG-SP, a mediação ficou a cargo do especialista em seguros e previdência e professor da FECAP, Olívio Luccas. Além dos alunos da instituição, também registraram presença no chat pela internet diversos profissionais de seguros, incluindo os ex-presidentes do CVG-SP Silas Kasahaya e Paulo Meinberg.

Na apresentação da Seguros Unimed, Leal informou que o grupo segurador é braço financeiro do sistema de cooperativas médicas Unimed, presente em 84% do território nacional. Com uma trajetória de 31 anos no mercado, a companhia atende a 6 milhões de segurados nos segmentos de saúde, odontologia, vida, previdência (aberta e fechada) e nos ramos elementares (com seguros patrimoniais e de responsabilidade civil médica). Segundo ele, desde 2019, o grupo atua também na gestão de recursos financeiros para o sistema cooperativo, com a criação da InvestCoop Asset Management. O grupo conta com mais de 1,4 mil colaboradores na Matriz e Central de Relacionamento, além de outros 22 escritórios regionais pelo país.

Visão do cliente

Se na década passada a dinâmica mundial dos negócios era expressada pelo conceito VUCA, agora o termo é o BANI, acrônimo que significa, em português, frágil, ansioso, não linear e incompreensível. Diante da rapidez das transformações, o novo conceito indica a necessidade de remodelação dos negócios. Para Leal, as mudanças devem partir de duas premissas: os concorrentes estão cada vez mais fortes, rápidos e especialistas e o cliente, que está mais exigente, antenado e em busca de novidades, passa a ser o centro das atenções.

Embora os bancos estejam um pouco adiante na jornada digital, o seguro também está avançando. A reinvenção digital – etapa posterior à transformação digital – requer um pouco mais de esforço do setor, como, por exemplo, desenvolver produtos digitais. “Mas, não vale transformar em digital um produto que já existia. A ideia é criar, do início ao fim, o produto digital, que funcione em todas as etapas dentro um aplicativo e de um portal”, explica. Ele acrescenta que essa ação deve alcançar ao mesmo tempo o cliente analógico.

Segundo Leal, ter o cliente no centro das atenções, significa ter a visão dele, ou seja, sob o ponto de vista dele, e não da empresa. A chave para esse enigma está no customer experience, que trata, basicamente, de todas as etapas de interação entre a empresa e o cliente. “Às vezes, a empresa pensa que está fazendo algo bacana, mas o cliente não enxerga assim. Às vezes, tudo o que ele quer é um caminho, um atalho que torne a sua vida mais fácil”, disse.

A questão é que a velocidade das mudanças desbancou fórmulas e estratégias de negócios e está obrigando as empresas a se moverem mais rápido. “A agilidade é intrínseca à entrega ao cliente. Precisamos mudar”, pondera. Nesse aspecto, ele aconselha a dirigir esforços para reter o cliente, já que reconquistar é mais caro, e também para encantá-lo. “Somente assim a empresa conseguirá aumentar vendas e melhorar o operacional”, disse.

Tendências

Comparando as dez principais habilidades profissionais elencadas pelo Fórum Econômico Mundial em 2015 com as de 2020, Leal notou pouca diferença. No entanto, a tecnologia está relacionada às principais habilidades, daí porque ele aconselhou os alunos da FECAP a estudarem a matéria. “É uma área com muita empregabilidade”, disse. No âmbito do seguro, Leal listou as tecnologias mais utilizadas, como o cloud computing, o teleatendimento, intensificado pela pandemia, e as que coletam e analisam dados, como inteligência artificial, big data e machine learning.

Ainda que não utilize todo o potencial que os dados armazenados podem oferecer, o setor de seguros já deu os primeiros passos, segundo Leal, na digitalização de alguns processos. Um exemplo são as ferramentas de precificação. “O ideal é a precificação individual e a aceitação automatizada das propostas, deixando tarefas mais complexas para o ser humano resolver com a ajuda da inteligência artificial”, disse. Ele destacou a presença da tecnologia nos canais de distribuição e no autoatendimento, conferindo mais autonomia ao cliente, na segurança da informação, para evitar fraudes, e na telemedicina.

Cultura da inovação

Leal classificou a inovação como a “cereja do bolo” no processo de reinvenção, porque engloba tendência, tecnologia e profissional capacitado. “Em um mundo que exige que façamos de forma mais rápida, com menor custo, de forma mais inteligente e com foco no cliente, não inovar poder ser assinar uma sentença de morte para os negócios”, disse. Mas, explicou que inovar não significa criar algo do tipo Uber, por exemplo, e que nem sempre requer tecnologia. “Pode ser, por exemplo, fazer uma coisa manual de um jeito mais simples”, disse.

O que o inovador tem em seu DNA? Leal citou a motivação, o envolvimento, e o protagonismo. Além disso, o inovador deve influenciar e ter foco no futuro. Para tirar as ideias do papel, o executivo orientou os profissionais a terem pensamento ágil, ou seja, um novo jeito de pensar, de olhar para as mesmas situações de uma forma diferente. “Em vez de demorar um ano para concluir o projeto, por exemplo, é melhor ‘quebrar’ em pequenas ações e fazer algumas entregas a cada dois meses”, disse. Leal conta que passou por essa mudança. “Desaprendi para aprender de novo”, disse.

Parceria

Durante os debates, o professor Luccas apresentou os questionamentos de alguns internautas. O corretor Rogério Araújo, da TGL Consultoria, por exemplo, se mostrou preocupado com a ausência de consultoria na venda de seguro de vida pelos canais digitais. Leal afirmou que a tecnologia pode ajudar nesse aspecto, mas acrescentou que acredita na permanência da venda consultiva do corretor. Para uma pergunta de Pedro Gomes, ele respondeu que a personalização da venda digital pode ser atingida com a tecnologia, mas com o tempo. “Ainda existe um vasto caminho a ser explorado”, afirmou.

No encerramento da live, Luccas agradeceu ao CVG-SP a parceria. “Temos tentando levar a cultura do seguro para a comunidade e isso só foi possível com a união da FECAP com o CVG-SP”, disse. Kobayashi também agradeceu o apoio da FECAP e manifestou a gratidão do CVG-SP. “Cumprimento toda a equipe da FECAP, em nome do professor Edson Barbero, coordenador do Centro de Empreendedorismo, pelo acolhimento ao CVG-SP e também ao professor Olívio pela condução das lives”, disse.

 

Assista o vídeo completo em: https://www.youtube.com/watch?v=Giqnn6LFLMs

 

Sobre a Seguros Unimed 

A Seguros Unimed é o grupo segurador e braço financeiro do sistema de cooperativas médicas Unimed, presente em 84% do território nacional. Com uma trajetória de 31 anos no mercado, a Companhia atende a 6 milhões de segurados nos segmentos de Saúde, Odontologia, Vida, Previdência (aberta e fechada) e nos Ramos Elementares (com seguros patrimoniais e de responsabilidade civil médica). Desde 2019, atua também na gestão de recursos financeiros para o sistema cooperativo, com a criação  da InvestCoop Asset Management. O grupo conta com mais de 1,4 mil colaboradores na Matriz e Central de Relacionamento, além de outros 22 escritórios regionais pelo país. Para saber mais, acesse o relatório de sustentabilidade GRI da Seguradora: www.sustentabilidade.segurosunimed.com.br.  

 

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves