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CVG-SP Limra Day aponta cenário de transformação para o seguro de vida

22/08/2019

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Promovido pelo CVG-SP em parceria com a Limra e patrocínio do IRB Brasil Re, o inédito CVG-SP Limra Day foi realizado no dia 16 de agosto, no Teatro Renaissance, em São Paulo, apresentando como tema central “As novas tendências do seguro de vida no mundo”. Com a participação dos palestrantes internacionais Thad Burr, Managing Director da LL Global, e Carlos Islas Murguía, representante da Limra/Loma no México e América Latina, e de especialistas brasileiros como debatedores, o evento reuniu quase 200 pessoas.

Logo após a abertura do CVG-SP Limra Day, realizada pelo presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, e pelo representante da Limra no Brasil, Ronald Kaufmann, Thad Burr se encarregou de apresentar ao público a Limra (Life Insurance Marketing Association). A associação, uma das mais antigas nos segmentos de vida e previdência, tem mais de cem anos de existência, sede nos Estados Unidos e atuação em mais de 25 países. Segundo ele, a missão a Limra é prover conhecimento e inteligência ao mercado por meio de pesquisas, treinamentos e certificações.

“Somos 250 profissionais focados em pesquisa de mercado. Temos acesso a empresas de todo o mundo e podemos dar apoio aos nossos associados, com estratégias de mercados”, disse. Em seguida, ele agradeceu o apoio de Ronald Kaufmann e de Marcelo Assunção, LLG Director Member Relations no Brasil, que, recentemente, assumiu também a coordenação da entidade na Argentina e Chile.

Mundo em transformação

Com a mediação de Gustavo Toledo, diretor Relações com o Mercado do CVG-SP, o primeiro painel do evento contou a participação de Thad Burr na apresentação do tema “O seguro de vida em um mundo em transformação”. Como debatedores, participaram Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, e Ronald Kaufmann.

Thad elencou as principais megatendências para o ramo: internet e robótica, tecnologia combinada com energia e mobilidade, pobreza e riqueza, demografia e saúde, segurança, serviços financeiros e seguros. Dentre estas, destacou as novas tecnologias como principal fator de disrupção, sobretudo pelo uso de blockchain (sistema que armazena dados à prova de fraudes) e a IoT (Internet das Coisas – sistema que conecta objetos por meio da internet). “Teremos de reinventar nosso negócio”, disse.

De acordo com Thad, a redução da pobreza no mundo tem sido positiva para o crescimento do seguro de vida. Um estudo da Limra demonstra que a pobreza, que afetava 94% da população mundial em 1820, caiu para apenas 10% em 2015. “Todos os segmentos da nossa indústria se baseiam em riquezas. Por isso, é ótimo que o mundo se torne rico”, disse.

Um dos maiores desafios para o mercado de seguro de vida no futuro, segundo Thad, será o aumento da população de idosos. A Limra apurou que haverá aumento expressivo de pessoas com mais de 60 anos em todo o mundo até 2050. Na Ásia, por exemplo, o aumento será de 148%. Para se adequarem às mudanças demográficas, especialmente o aumento da expectativa de vida e da longevidade, muitos países terão de rever seus sistemas de aposentadoria. “A solução é as pessoas trabalharem mais tempo e se aposentarem com mais idade”, disse.

Novo horizonte do seguro de vida

“Como as seguradoras e seus profissionais estão se preparando para atuar neste novo horizonte de Seguro de Vida” foi o tema do segundo painel, apresentado por Carlos Islas Murguía, representante da Limra/Loma no México e América Latina. O presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, atuou como mediador ao lado dos debatedores Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, e Alessandra Monteiro, diretora de Vida e Longevidade do IRB Brasil Re.

O especialista citou o exemplo do México, onde a falta de educação financeira dificulta a venda de seguro, ponderando que situação semelhante deva ocorrer no Brasil. “É difícil vender seguro de vida e requer alguém que entenda as necessidades do cliente e explique os detalhes do produto”, disse.

O papel do corretor de seguros está em transformação e, na visão de Murguia, esse profissional deve ir além da venda de seguro. “O corretor precisa entender as necessidades de seus clientes e oferecer outros produtos. Deve se transformar em um consultor financeiro”, afirmou. Para o especialista, o que vale é o relacionamento com o cliente. “Não importa a quantidade de apólices vendidas, mas a relação de confiança estabelecida com o cliente”, disse.

A tecnologia foi apontada por Murguía como um dos drivers de mudança no seguro de vida, ao lado dos fatores regulatórios, econômicos, demográficos e de consumo. Ele observa que a população mundial está cada vez mais digital. Entre 2010 e 2015, mais que dobrou o número de pessoas conectadas, saltando de 1,2 bilhão para 2,8 bilhões, e a tendência é atingir 6 bilhões em 2020.

Por isso, sua aposta é que a tecnologia exercerá grande influência nos rumos do seguro de vida, sobretudo pelo uso de inteligência artificial, blockchain e telemática. A prova é que um estudo da Accenture, realizado em 2017, revela a disposição do consumidor em ser atendido por robô para gerir as suas finanças.

Em relação à aquisição de seguros, 74% concordaram com o atendimento feito por uma máquina. Por isso, Murguía acredita que o corretor deve melhorar seu relacionamento com o cliente relacionamento para não perder espaço. “Quanto mais bem relacionado com o cliente final, melhor”, disse.

Parceria

No encerramento do CVG-SP Limra Day, Silas Kasahaya homenageou os palestrantes com uma placa e elogiou o conteúdo apresentado. Ele informou que a Limra dispõe de muitos estudos que serão colocados à disposição dos associados do CVG-SP por meio da parceria firmada entre ambas as entidades. “O objetivo é trazer mais conteúdo para o mercado se desenvolver. Agradecemos a confiança da Limra nessa parceria”, disse.

 

 

 

 

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves | Fotos: Antranik Photos