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Presidente do CVG-SP analisa crescimento e tendências do seguro de pessoas

24/08/2020

Convidado pelo presidente do Clube dos Seguradores da Bahia, Fausto Dorea, o presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, participou de webinar no dia 21 de agosto, quando apresentou o tema “Os desafios e as transformações dos seguros de pessoas”. A primeira parte do evento foi destinada à exposição do tema “Cenário atual do seguro de transporte de carga no Brasil”, por Rogério Bruch, diretor comercial e sócio proprietário da FeTransporte Brasil.

Kasahaya forneceu um panorama atual do seguro de pessoas a partir dos resultados recentes da carteira apurados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). De acordo com o levantamento, de janeiro a maio, o seguro de pessoas somou R$ 17,43 bilhões em prêmios diretos, o que representa uma ligeira queda de 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A maioria dos seguros do ramo de pessoas sentiu os efeitos da crise provocada pela pandemia, registrando queda. As exceções foram o seguro de vida individual, que cresceu 36,87%, de janeiro a maio, e o seguro para doenças graves, que cresceu 8,23% nesse período. Kasahaya lembrou que apesar de o seguro de vida individual ter registrado forte expansão desde o início da pandemia, já vem crescendo há pelo menos dois anos.

Outros indicadores da carteira são o aumento de sinistralidade, que passou de R$ 4,22 bilhões para R$ 4,35 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, e também das despesas de comercialização, que passaram de R$ 4,95 bilhões para R$ 5,31 bilhões. Em relação à composição da carteira, os melhores resultados foram do seguro de vida, com 43,3% dos prêmios, seguido pelo seguro prestamista, com 31,6%.

Kasahaya ressaltou que os seguros coletivos, que sempre lideraram o ramo, estão perdendo espaço para os seguros individuais, que nos últimos anos apresentam crescimento anual entre 40% e 50%. Daí porque ele reforçou a sua previsão de que em dois ou três anos o seguro de vida individual ultrapassará o coletivo e em quatro anos o prestamista.

No ranking das seguradoras que atuam no ramo, Kasahaya observou que as companhias independentes estão disputando espaço com as tradicionais seguradoras ligadas a banco. “As independentes estão crescendo e isso mostra uma mudança de perfil”, disse.

Tendências

Na avaliação do presidente do CVG-SP, a pandemia ajudou a acelerar o processo de transformação digital no ramo de pessoas, que já estava avançando em algumas áreas, como a subscrição de riscos. Dentre os desafios, ele citou o uso de dados, que é alvo da Lei Geral de Proteção de Dados. No entanto, os dados são também a matéria prima de novas tecnologias, como Inteligência Artificial, big data, machine learning e outras, que podem resultar em novas oportunidades de negócios.

Kasahaya enfatizou que as tecnologias estão mais presentes e evidentes no dia a dia do seguro do que se imagina. Também a oferta por meio de novos canais de distribuição já é uma realidade. “Quando se fala de banco de dados, temos muitas oportunidades de negócios e de novos meios de oferta de seguros. As seguradoras estão investindo em ferramentas de CRM, principalmente, e de cross selling para fazer o cruzamento de dados de clientes. Isso traz oportunidades de novos canais de distribuição e já vemos vários corretores se mobilizando, bem como o surgimento de outros canais”, disse.

Uma das tendências que deve movimentar o seguro de pessoas é o comportamento do consumidor, sobretudo no pós-pandemia. Segundo Kasahaya, é cada vez mais frequente o uso de ferramentas de user experience para direcionar a oferta de produtos. Por fim, os serviços são outra tendência, como, por exemplo, a telemedicina, que já é oferecida como complemento do seguro de vida.

“Uma boa oferta de seguro será feita com o uso de tecnologia e a consultoria de um profissional bem informado, que saiba usar a tecnologia a seu favor para cativar o cliente”, disse. Ele concluiu que “o mercado de pessoas está em transformação e outras novidades virão”.

 

Fonte: CVG-SP | Texto: Márcia Alves